Com um trabalho sério e dedicado, os arquitetos Juliana Vasconcellos e Carlos Maia procuram pesquisar sobre os estilos de diferentes épocas adaptando-os ao contemporâneo. Assim, criam espaços cosmopolitas e atemporais. Com Matheus Amantea recentemente incorporado à equipe, eles contam como é o trabalho em grupo e o que pensam do mercado de arquitetura em entrevista ao Radar Decoração.

 

RD: Por que escolheram essa profissão?
J.V e C.M: Por que é uma profissão que trabalha com o belo e o bem-estar das pessoas. Através da arquitetura é possível realizar sonhos e contribuir para a criação de espaços mais confortáveis, bonitos e funcionais.

 

RD: Como definem o estilo de vocês e qual foi o caminho que percorreram para desenvolver esse estilo?
J.V e C.M:Nossa arquitetura se enquadra num estilo contemporâneo, mas que busca referências em várias épocas e locais através da observação e pesquisa constante. Por consequência costumamos criar uma estética cosmopolita e atemporal, sempre com a personalidade do proprietário impressa no trabalho.

 

RD: Quais são as vantagens de trabalhar em equipe? Vocês dividem o trabalho de alguma forma específica?
J.V e C.M: A grande vantagem de se trabalhar em equipe é a possibilidade de discutir cada questão, o que contribui para um projeto mais ágil e bem pensado. A Juliana se dedica mais aos relacionamentos e administração do escritório, o Carlos no desenvolvimento das ideias, mas no início de cada projeto sempre discutimos as ideias em conjunto, agora contando também com a participação do Matheus Amantea, que é nosso associado. Juliana e Matheus têm dedicado uma parte do tempo a desenvolver uma linha de móveis para lançar em 2013.

 

RD: Quais os projetos que entregaram recentemente?
J.V e C.M: O Carlos entregou há menos de 1 ano um museu importante patrocinado pela Vale, o Memorial Minas Gerais. Além disso entregamos uma casa em um condomínio de MG e outra no Alphaville da Barra da Tijuca, além da Loja da Casa, na Casa Cor Rio 2012.

 

RD: Quais os projetos que estão fazendo agora? Algum que curtem em especial?
J.V e C.M: No momento temos projetos bem variados. Dois edifícios residenciais  em Belo Horizonte, dois campos de futebol em uma cidade pequena, o interior de duas casas que projetamos e um que especialmente nos motiva no momento: um edifício na Ilha do Fundão para uma empresa do ramo petrolífero.

 

RD: Algum projeto que sonham em fazer e nunca fizeram?
J.V e C.M: Temos preferência por projetos que dão grandes possiblidades de criar e ousar. Cada tipo de projeto pode ser muito interessante neste sentido. Isso depende de vários fatores, como os recursos disponíveis, legislação e o gosto pessoal do cliente. Acredito que cada projeto pode ser um novo desafio, o que não limita a possibilidade de sonhar. Um hotel seria um projeto muito interessante de se fazer.

 

RD: O que consideram essencial em qualquer bom projeto de interiores?
J.V e C.M: Um projeto de interiores tem como principal objetivo atender a uma necessidade de uso e ter identidade própria e coerente. Sendo assim sempre damos muita atenção à definição do layout e fazemos extensa pesquisa sempre respeitando as necessidades do cliente.

 

RD: Forma, função ou emoção?
J.V e C.M: Acreditamos que as três características são essenciais em um projeto e que temos que trabalhar todas de forma harmônica para se ter um bom resultado.

 

RD: Quais vocês acreditam serem as peculiaridades do mercado carioca? Qual o papel ou importância do Rio dentro do mercado brasileiro de arquitetura e decoração?
J.V e C.M: Acreditamos que o Rio nos últimos anos se fortaleceu nos âmbitos de visibilidade, turismo e negócios. Com a escolha da cidade para as Olimpíadas, além do mercado de petróleo ser um dos mais importantes do Brasil e estar principalmente aqui, o Rio se tornou uma cidade mais próspera e desejada. Dessa forma acredito que o mercado imobiliário em geral teve um aquecimento espantoso e uma enorme valorização dos imóveis, impulsionando as pessoas a investirem no mercado em geral e nos próprios imóveis. Vemos o mercado carioca com características descontraídas e uma enorme capacidade de incorporar tradição à contemporaneidade.

 

RD: Qual o maior aprendizado que tiveram nesses anos de carreira?
J.V e C.M: Acho que a humildade de estarmos sempre aprendendo e modificando, buscando a inovação. Acho que ao longo do tempo vamos treinando o olhar e observando as mais variadas formas de expressão humana para vislumbrarmos mais as possibilidades.

Foto: Fernando Trancoso