A revista O Globo trouxe em matéria: “Quando a arquiteta Roberta Moura perguntou a um cliente como ele imaginava o seu novo escritório, o jovem designer não titubeou e respondeu: — Quero um bunker. Ela captou a mensagem. Muitas reuniões, projetos e obras depois, o lugar de 800 metros quadrados, que ocupa o segundo andar de um pequeno prédio comercial em Botafogo, ficou pronto com o estilo que vem ditando o tom em alguns endereços comerciais da cidade. Parede descascada, piso manchado, fios aparentes, móveis com cara de usados e até uma certa desarrumação tomam conta da decoração, que vem ganhando a classificação de cool trash. — É tudo proposital, claro — diz a arquiteta, que assina o projeto com as sócias Paula Faria e Luciana Mambrini. — Muita gente acredita que seja uma opção mais barata, mas economizar não é a prioridade. O orçamento pode ser o mesmo de um projeto regado a design de grife. No escritório-bunker de tons frios, onde trabalha um coletivo formado por designers e profissionais da área de novas tecnologias, as estantes são de caixote de feira; a mesa de centro, de pallet; a base da mesa de reunião, de latão de lixo; e a mesinha de apoio, de carretel de cabeamento de rua. Na sala de reunião, todos sentam em cadeiras industriais de ferro, do acervo do proprietário, que desembolsou R$ 3 mil por cada uma. O grande sofá em ‘L’ num dos ambientes foi forrado com lona de caminhão, tecido ‘nobre’ de alto custo. Chama a atenção um espaço que foi separado com divisórias de lâminas de alumínio, formando uma grande contêiner bem no meio do escritório”. leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Revista O Globo/ Reportagem: Isabela Caban/ 01/09/13