A coluna Gente Boa trouxe em nota: “Neto de Sérgio Bernardes, Thiago Bernardes reparou que, quando se fala em grandes arquitetos do Brasil, pouca gente vai além de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. “Percebi que não se falava mais do trabalho do meu avô no meio acadêmico”, contou. “As pessoas que trabalharam com ele daqui a pouco não poderiam mais me ajudar a contar a sua história”, diz. Foi por isso que há cinco anos ele resolveu deixar registrada a história do arquiteto e urbanista num documentário, exibido anteontem, no Kinoplex Leblon. Thiago acredita que a arquitetura carioca ficou estacionada no fim dos anos 60. “Ela está começando a reviver agora”, diz. Ele seguiu a profissão e ganhou recentemente o A+Awards do Archtizer, uma das importantes premiações de arquitetura, com aquela belezura que é o Museu de Arte do Rio. “A arquitetura volta a ter valor como arte. As pessoas agora se preocupam com isso nas suas casas, e essa preocupação se estende aos espaços públicos”, diz. Durante as filmagens, Thiago visitou a casa na Avenida Niemeyer, construída pelo avô, e considerada uma embaixada cultural na década de 60. “Ele recebia Vinicius, Tom e Dorival Caymmi lá”, conta Antonia Bernardes, irmã de Thiago. “Tenho poucas lembranças dele, mas achava que era um gênio maluco”. Antonia também lembrava os ensinamentos do arquiteto. “Ele dizia: ‘Pra que dinheiro? Isso não serve pra nada. Quando você não tem, fica com muito mais liberdade’”. Thiago, que acompanhou todas as entrevistas do documentário, lembra que trocou poucas figurinhas sobre arquitetura com o avô, que morreu há doze anos. “Ele já não se interessava tanto pela arquitetura, mas me ensinou muita coisa. Naquela época, os arquitetos pensavam. E se não tivessem abafado esses grandes pensadores e urbanistas, boa parte dos problemas do Rio, por exemplo, estariam resolvidos”, comentava Thiago, antes do início da sessão”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Segundo Caderno/Gente Boa/18/06/14