Ela é presença garantida nos principais eventos de arquitetura e interiores do Rio de Janeiro. Da Casa Cor a arquiteta participa desde 1990. Da Metro Design e da Mostra Artefato desde 99. A carioca Joy Garrido coleciona centenas de projetos de interiores em residências no Rio e arredores – Angra, Búzios e Petrópolis são algumas das cidades onde a profissional costuma atuar. Joy também é requisitada em outros estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Seu trabalho vai além das casas sofisticadas da alta roda e dos lounges de shoppings badalados, como o Shopping Leblon. Nesta entrevista ao Radar Decoração a arquiteta conta que tem um carinho especial por sua atuação na área de saúde. Joy é a responsável por projetos de interiores do Hospital Samaritano, em Botafogo, da Clínica São Vicente, na Gávea, e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). “Gosto de trabalhar com tudo o que possa fazer o ser humano feliz. (…) Nos hospitais preparei quartos para que as pessoas pudessem se sentir num ambiente leve”, conta Joy.

RD: Por que você escolheu essa profissão? Em que momento você decidiu que seguiria esta carrreira?
J.G: Sugestão de meu pai. E assim que iniciei, vi que o caminho estava certo. Adorei a faculdade. Interiores veio porque substitui uma arquiteta grávida no escritório Índio da Costa, onde trabalhava.

RD: Como foi o caminho que você percorreu para desenvolver seu próprio estilo?
J.G: Estudando muito, observando tudo a minha volta, lendo boas revistas e livros, viajando e fotografando.

RD: Qual a importância de materiais sustentáveis no seu trabalho?
J.G: Procuro respeitar o planeta e sei que posso atenuar a degradação ambiental usando soluções que tragam menos impacto ao planeta.

RD: Como é o seu estilo?
J.G: Base clássica sem exageros. Procuro leveza, proporção e equilíbrio entre o novo e o antigo, sempre com qualidade.

RD: Entre tantas fontes que temos atualmente, de onde vem a sua inspiração?
J.G: Olhar tudo o que é belo, viajar com olhos atentos para captar o que me agrada. Absorver o máximo possível de boas informações.

RD: O que não pode faltar em seus projetos – Ex: matérias primas, desenvolvimento sustentável, cores, obras de arte, etc?
J.G: Alegria para que as pessoas vivam e trabalhem em locais agradáveis.

RD: Como você se informa sobre o mercado de decoração? Quais revistas, jornais, sites, blogs e programas de TV costuma acompanhar?
J.G: Além de assinar seis revistas especializadas e ler tudo o que posso, vivo sintonizada no meu metiê.

RD: Quais você acredita serem as peculiaridades do mercado carioca? Qual o papel ou importância do Rio dentro do mercado brasileiro de arquitetura e decoração? O que falta aqui no mercado carioca?
J.G: O Rio está atraindo investimentos e já não sinto falta de comprar em São Paulo.

RD: Qual o estilo da sua casa? O que você gosta de ter nela?
J.G: Uma mistura de tudo o que gosto em doses tranquilas, sem exageros.

RD: Você pode nos falar de dois projetos que você curtiu muito fazer, descrevendo-os um pouquinho? Sejam da área residencial ou corporativa.
J.G: Parece estranho, mas melhorar os ambientes da área de saúde me gratifica muito. Gosto de trabalhar com tudo o que pode fazer o ser humano feliz.

RD: Tem algum projeto legal que você está fazendo agora e poderia nos contar?
J.G: O Shopping Leblon está me agradando muito (fiz os lounges e o concierge). Quero que muitas pessoas possam usufruir do meu trabalho.

RD: Quais os seus sonhos em relação à profissão? Algo que você sempre sonhou em fazer e ainda não fez…
J.G: Um hotel. Por outro lado, já fiz hospitais, onde preparei quartos para que as pessoas pudessem se sentir num ambiente leve.


fotógrafa: Gilza Veloso