O caderno Rio informou em reportagem: ““Vende-se ilha com 200 mil metros quadrados, piscina e casarão com dois pavimentos, seis quartos, cinco banheiros, três salas, lareira, copa, cozinha, lavanderia e dependências completas. Tratar com o estado”. Assim poderia ser o anúncio da Ilha de Brocoió, na Baía de Guanabara, que o governo pretende agora vender, como parte de um pacote de medidas para tentar combater a crise. Localizada a 300 metros de Paquetá, a ilha tem a casa de veraneio do governador e foi doada por decreto ao Rioprevidência, juntamente com outros nove imóveis, que também serão comercializados. O valor da venda ainda não foi estimado. O Rioprevidência afirma que primeiro será feita a verificação da regularidade fundiária e das características do imóvel. Em seguida, será realizada uma avaliação da propriedade. A partir daí, um edital de licitação será elaborado e, após o documento passar pelo crivo do Tribunal de Contas, o processo de licitação vai ser marcado. Brocoió está abandonada há cerca de dez anos. Guri, um vira-lata que vive por lá, disputa o território com patos e galinhas. Entre chefes do Executivo, a ex-governadora Rosinha Garotinho foi a última a desfrutar o espaço. Ela gostava de se exercitar pelo terreno. De lá para cá, o cenário foi se deteriorando. A grama do jardim está seca, o telhado do casarão foi coberto por sujeira, o piso está desgastado e a piscina, vazia. Além disso, a areia da praia está tomada por lixo. Dois policiais militares se revezam na segurança e três funcionários se encarregam da manutenção. Um deles é o faz-tudo Daniel Miranda, que capina, varre a casa, troca lâmpadas… e daria um ótimo corretor de imóveis. — Se eu tivesse dinheiro, compraria. Uma ilha imensa como esta, um lugar bonito como este… A paisagem é linda, e a casa é histórica — destaca o funcionário. Segundo historiadores, a ilha foi comprada em 1930 pelo empresário Octávio Guinle, da condessa Maria Albertina Saraiva de Souza e da empresa inglesa City Improvements. Foi o novo proprietário que construiu o casarão. — O projeto é do arquiteto francês Joseph Gire, o mesmo do Copacabana Palace (que também era da família Guinle), responsável ainda pelo Edifício A Noite, na Praça Mauá — conta o historiador Milton Teixeira”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Natália Boare/11/06/16