Segundo matéria do Morar Bem, “num momento em que o design lança mão de recursos tecnológicos para expandir suas possibilidades, profissionais da área, de vários cantos do mundo desenvolvem peças de decoração, criando atmosferas inusitadas. E muitas vezes modernas e joviais. É o caso de luminárias e lâmpadas comandadas por softwares para aparelhos eletrônicos. Ou de lâmpadas de acrílico 2D desenhadas com um tipo de laser capaz de criar a ilusão de ótica e espelhar imagens em 3D. Com a proposta de criar convergência entre decoração e arte conceitual, o estúdio Richard Clarkson, de Nova York e da Nova Zelândia, desenvolveu uma luminária que simula uma nuvem carregada. “The Tiny Cloud” (a pequena nuvem) é um sistema interativo envolto por um emaranhado de espuma hipoalergênica. Com sensores de movimento, a nuvem reproduz sons e luzes de relâmpagos e trovões, quando detecta aluguém no ambiente. Por intermédio de controle remoto, o usuário pode ajustar a luminosidade da nuvem, que muda de cor. E ouvir música. A peça está à venda no richardclarkson.com/cloud. Preço sob consulta. Outro artista e designer que explora recursos tecnológicos para criar objetos de decoração é Michaels Marcovici, que vive e trabalha em Viena, na Áustria. Vindo do mercado financeiro, Marcovici utilizou seus conhecimentos de programação e matemática para desenvolver dois modelos de luminária. A primeira, batizada de “Light B06″, foi montada com 80 luzes de bicicleta recarregáveis, que recebem comandos por controle remoto. A segunda impressiona pela inventividade: uma estrutura cilíndrica feita de 800 slides de 35 milímetros colados um do lado do outro, cujas imagens são projetadas com a iluminação de 50 LEDs. Suas criações estão no artmarcovici.com. O sucesso do estúdio Cheha, de Tel Aviv, Israel, são as lâmpadas “Bulbing”, elaboradas em base 2D de acrílico, que é capaz de figurar desenhos 3D. A ilusão de ótica só é possível graças ao uso de laser computadorizado. O acabamento das imagens heterogêneas, que vão de caveira a ursinho de pelúcia, é inovador. À venda no site bulbinglight.com, a US$ 120 (R$ 325), cada. Outra luminária que pode ser interpretada como uma ode à engenharia óptica é a “Flood”, da fabricante Tom Dixon, do Reino Unido. Inspirada na complexidade técnica da indústria automotiva, a luminária é feita de polímero moldado por injeção. Com grande capacidade reflexiva, ela é formada por uma lente de policarbonato e um LED removível com intensidade regulável. No Brasil, está à venda na loja Lumini, com showrooms no Rio, São Paulo, Brasília e Campinas. Preço sob consulta”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Morar Bem/Reportagem: Leandra Lima/08/02/15