A Revista publicou em reportagem: “O nome era Carlos Leão, mas os mais próximos (eram muitos) o chamavam de Caloca. Ora projetava gigantes do modernismo — com suas linhas retas e sóbrias e seus espaços livres —, ora desenhava figuras femininas: nuas, quentes e cheias de curvas. O trato era finíssimo — dizem que era figura das mais cultas, possuidor de uma sensibilidade artística apurada —, mas, ao mesmo tempo, sabia ser simples. Basta dizer que acompanhava, de igual para igual, a boemia de Vinicius de Moraes. Essas mil e uma facetas de uma só pessoa aparecem esmiuçadas, por meio de seus projetos, no livro “Carlos Leão — Arquitetura”, lançado pela Bazar do Tempo, com coedição da Dois Um, na última terça-feira. A obra, que serve como uma redescoberta de seu trabalho como arquiteto (ele ficou muito mais conhecido por suas mulheres nuas), traz 120 desenhos originais, entre croquis, anteprojetos ou projetos definitivos, de obras tiradas do papel ou apenas esboçadas. Lucio Costa (de quem foi sócio e companheiro de ideias) e Vinicius de Moraes (além de amigos, suas mulheres eram irmãs) comentam a vida e obra de Caloca nesta edição, cujo esqueleto foi preparado por Jorge Czajkowski, em meados dos anos 1980”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Revista O Globo/Reportagem: Natasha Mazzacaro/29/05/16