De acordo com reportagem do caderno Rio, “Se uma ideia do ‘tempo do Onça’ tivesse vingado, o Centro do Rio de Janeiro poderia hoje ser uma região cortada por vários canais navegáveis, semelhante à cidade de Veneza, na Itália. É que durante seu mandato, o governador-geral Luís Vahia Monteiro (1725 a 1732), conhecido como Onça, sugeriu a construção de um grande canal interligando o Saco de São Diogo (hoje Canal do Mangue, na Avenida Presidente Vargas) à Lagoa do Boqueirão (onde está o Passeio Público) como uma solução urbanística para tornar a mobilidade mais eficiente no século XVIII.

A preocupação com os mosquitos e a aversão ao mau cheiro de águas paradas fizeram o projeto ser rejeitado pela população. A solução foi a canalização e a drenagem de rios e mangues, além do aterro de áreas alagadiças. Essa é uma das histórias que o arquiteto Washington Fajardo e a pesquisadora Patrícia Pamplona contam no livro ‘Transformações Urbanísticas’, da ID Cultural, que será lançado hoje, às 19h, na livraria Argumento, no Leblon. Com mais de 200 imagens, entre fotos, mapas e gravuras históricas, a publicação se propõe a traçar um panorama ilustrado da evolução da cidade, a partir de marcos arquitetônicos e das mudanças urbanísticas ocorridas em quase 500 anos”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Rio/ Por Simone Candida/ 04/05/17