Com curadoria de Clarissa Diniz, o Museu de Arte do Rio abre hoje, dia 26, a individual “Da natureza das coisas – Pablo Lobato”, primeira exposição do artista mineiro na cidade. A mostra reúne cerca de 50 obras, entre instalações, objetos, vídeos e fotografias, que propõem cortes – físicos, simbólicos e políticos, buscando “liberar sentidos”. Os trabalhos ficam em cartaz até 18 de setembro no andar térreo do Pavilhão de Exposições.

Pablo Lobato convida o público a uma reflexão sobre a criação e formação das coisas e das imagens, chamando a atenção para as especificidades de suas “naturezas”, e lançando um olhar dinâmico de desconstrução. Os trabalhos problematizam as ideias de temas, narrativas ou vocações de totalidade.

A intenção é aproximar o público de experiências que o levem a enxergar a vida e o cotidiano com outros olhos. Na instalação “Expiração”, uma reflexão sobre o lugar da imagem no mundo, o artista cria uma espécie de máquina para expirar (desarquivar e excluir) imagens, que deixarão de existir ao fim da exibição.

Em “RUA”, uma pesquisa com fotografias, o artista mineiro mostra registros de pequenos arranjos criados organicamente nas cidades, sem qualquer tipo de intervenção, como galhos que se amontoam após a chuva ou ruínas que resultam do tempo. Ao se apropriar dessas situações pré-existentes, a série coloca em questão o papel do artista e do olhar, convidando o público a embarcar nessa reflexão por meio da publicação homônima ao projeto.

O artista também se apropria do conceito de ‘inframince’, criado por Marcel Duchamp, para forçar o visitante também a lidar com a lateralidade das coisas, por menor que sejam – como a de uma folha de papel, por exemplo. Para isso, na série “Frontlight”, o artista fotografa outdoors por esse ângulo, transformando grandes estruturas em simples feixes de luz.

Serviço:

Museu de Arte do Rio

Praça Mauá, 5, Centro

Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h

Ingressos: geral R$ 10,00 e meia-entrada R$ 5,00

Às terças-feiras, o MAR é gratuito