De acordo com reportagem do caderno Rio, “o píer em Y, projeto para o Porto do Rio que vem provocando uma onda de protestos pelo seu conceito e localização, agora também cria polêmica pela reviravolta na posição do prefeito Eduardo Paes. Arquitetos e urbanistas criticam a postura de Paes de querer negociar seu apoio ao novo atracadouro com a Companhia Docas em troca da abertura das áreas dos armazéns 1 e 2 à circulação do público. Para especialistas, é inadmissível qualquer discussão do tipo sem que o prefeito coloque na mesa a modificação da proposta e abra o debate para  a sociedade. Projetado para ser construído entre os armazéns 2 e 3, o Y passou a chamar a atenção após simulações mostrarem o seu impacto na paisagem com os transatlânticos ancorados, que  encobririam, inclusive, o Museu do Amanhã, do arquiteto Santiago Calatrava, um dos marcos do processo de revitalização da Zona Portuária. — A cidade mais uma vez está sendo punida pela falta de liderança nas decisões urbanas. É inconcebível esse tipo de negociação, em que cada um vê somente o melhor interesse para si, quando, na verdade, o que deveria prevalecer é o interesse da  sociedade — afirma o professor e conselheiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) Luiz Fernando Janot. — É intolerável manter o píer no lugar que interessa a Docas. Isso é uma contradição  com os princípios do projeto Porto Maravilha. O poder político está se curvando ao poder econômico e à visão estritamente empresarial”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Rio/ Reportagem: Ludmilla de Lima/ 17/12/12