A coluna Em Casa, por Márcia Muller, trouxe em nota: “Vivemos tempos violentos, que nem sempre significam sofrimento ou algo agressivo. Violência também pode ser associada a força, e nisso existe arte! Usar a violência como arte, inserindo-a, dessa forma, em casa, também pode ser uma saída criativa. Nossos prédios e casas nunca precisaram tanto de grades e janelas com vidros blindados – antigos, caros e nem sempre possíveis. Muros e portões criativos às vezes resolvem muito mais. Isso sem falar no paisagismo; o verde que cobre muros e paredes protegem e transformam qualquer fachada em lindas paredes e muros também. A casa atual precisa proteger-se de uma sociedade, muitas vezes, invasiva; os condomínios fechados tentam resolver esse problema com guaritas. No entanto, a ocupação excludente nem sempre é uma saída saudável para a cidade. Eu, pessoalmente, prefiro ruas normais com guarita aos condomínios com muros que se fecham. Voltando à casa, podemos usar situações de segurança a nosso favor. As janelas não precisam ser blindadas para ser seguras – janelas com vidros recortados em quadrados são lindas e mais seguras também. Muros altos podem ser lindos se forem cobertos de era. Aliás, nós, arquitetos, dizemos sempre: uma era resolve todos os problemas de um volume arquitetônico malfeito. Adoro era e concordo plenamente que qualquer cobertura com ela fica linda, mesmo sendo de uma superfície alta ou desproporcional. Vivemos em tempos em que a segurança é fundamental para uma vida tranquila e saudável. A violência não pode ser significado de uma casa tipo caixa-forte ou de uma muralha de um forte. Podemos – e devemos sempre – suavizar nossa casa e deixar a violência do lado de fora. Ou transformá-la em arte!”. Leia mais no blog.

Fonte: Lu Lacerda/19/05/15

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