O caderno Niterói informou em nota: “O fotógrafo Paulinho Muniz passou mais de dez anos clicando, quase que diariamente, o Caminho Niemeyer. Como fotógrafo oficial do projeto, responsável pela documentação das obras, tinha livre acesso às construções. Ele aproveitou bem a oportunidade e foi além do trabalho técnico, viajando com sua lente pelas formas criadas por Oscar Niemeyer. O resultado é um acervo de 20 mil imagens, que retratam muitas das obras desde o seu começo, como o Teatro Popular e o Centro Petrobras de Cinema. Parte desse material, que ajuda a contar a história do caminho, poderá ser vista a partir do dia 20 no Bistrô Mac. A exposição, batizada de “Niemeyer em Niterói”, será aberta às 19h, e a entrada é livre. — Eu gosto da arquitetura do Oscar, com quem eu me encontrava uma vez por mês, quando ele vinha fiscalizar a obra. Acabei criando uma proximidade, que me ajudou bastante a entender a sua obra — diz Paulinho, explicando. — Ele era um escultor em concreto. Fazia as obras para serem vistas, observadas, como um museu a céu aberto. Desse entendimento, vieram imagens “malucas” como a da cúpula da Fundação Oscar Niemeyer e operários no seu topo, na contraluz. Uma dia, pescando na Baía, percebeu que poderia captar boa parte do caminho de uma vez só. E assim fez. Paulinho estabeleceu uma relação íntima com todo o projeto, e isso se reflete na curadoria feita para a mostra, que tem patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do estado. — Eu, a cada dia, percebia que estava fazendo uma imagem nova. Dá para viajar nas obras, e, às vezes, o próprio Oscar me freava — recorda, rindo”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Niterói/Fome de quê/08/01/16