A Mostra Artefacto 2013, que acontece a partir de 23 de março, lança as tendências da decoração para vários tipos de moradia, provando que é possível trazer para cidade o estilo despojado-chic da casa de praia e de campo. São 27 ambientes assinados por 33 renomados arquitetos do Rio, como Paola Ribeiro, Luiz Fernando Grabowsky, Joy Garrido, Adriano Amado, Jorge Delmas, Roselli Muller, Fábio Bouillet e Rodrigo Jorge, entre outros. Lofts, quartos, livings, salas de jantar e de estudos, varandas, home-office, family room estão dispostos nos 2.300 metros quadrados da Artefacto do CasaShopping.

Este ano, além dos lançamentos e novidades da marca, uma das novidades é a nova direção de branding da empresa, agora a cargo do CEO internacional Paulo Bacchi, filho do fundador da Artefacto, Albino Bacchi. Paulo levou o design brasileiro para os Estados Unidos e consolidou a empresa como líder do mercado de luxo de decoração da Flórida nos últimos 11 anos, atraindo clientes americanos, estrangeiros e brasileiros. Montou a primeira loja Artefacto nos Estados Unidos, em Coral Gables, e tornou a marca um sucesso por lá. Principalmente pela implementação de novos serviços, como a garantia de pronta-entrega em até 48 horas, por conta de um enorme estoque.  “Para um mercado flutuante, em trânsito, como o consumidor de Miami, rapidez e agilidade na entrega são fundamentais”, diz o empresário, que adianta grandes novidades em sua nova empreitada no Brasil: “70% de nossa linha de mobiliário será repaginada. Estamos fechando parcerias com fábricas francesas e italianas, trazendo o melhor de cada um para a nossa coleção”.

Dentre os lançamentos deste ano, estão móveis de junco, málaca e fibras naturais, além de estofados com tons neutros e quentes, com capas e couros tratados e cores claras que vão do branco ao bege, móveis de madeira com pintura e pátina provençal, madeira de demolição e envelhecida para imprimir um clima de “casa com a história do dono” e estantes laqueadas em diversas cores.

Os ambientes da Mostra Artefacto 2013:

Adriano Amado: Espaço Gourmet / Vitrine

Um pedacinho de Londres em plena Barra. “É um refúgio inspirado em um lounge britânico, onde pessoas se encontram de forma aconchegante para bater um papo, tomar uns drinques ou um café com bolo”. Assim o arquiteto define seu espaço, que ocupa 130 metros quadrados em uma das vitrines da mostra. A atmosfera londrina está em toda parte, com referências urbanas em um mix de sofisticação e despojamento. A mistura de objetos e materiais desperta o inusitado: ornamentos clássicos como uma coleção de ânforas, louças chinesas, livros antigos, tapetes turcos em patchwork e outro em padrão Ikat da Casa Júlio, e tecidos em veludo adamascado se misturam à arte contemporânea de Bernard Pras, Raimundo Rodriguez, Marcelo Catalano, A. N. Fabian e à coleção particular do arquiteto de trabalhos de Herb Ritts.  Entre os lançamentos Artefacto, o sofá Smara, em estilo Tudor inglês; o pufe Hedge tacheado, em clima bem europeu; a mesa lateral Jahan (influência da colônia britânica na Índia) e a poltrona Vivien, em estilo Luís VI. Completam a ambientação o sofá Akans II, em couro de estilo Chesterfield, e a potrona Killim A, que sugere o estilo Britchy Country. Arrematando o contraste, a mesa de chá Katerini, em fibra natural. A iluminação fica a cargo da Lumini, dando um ar vanguardista ao ambiente com uma composição de várias luminárias Copper Shede, de Tom Dixon.

 

Ana Lúcia Jucá – Living de Praia

Branco e preto são as cores predominantes do ambiente de Ana Lúcia Jucá, que apostou em mobiliário com características distintas, misturando, com sofisticação, o clássico e o despojado. Exemplos? Os sofás Bardot (lançamento) têm um design clássico, enquanto as chaises Michelangelo, em rattan, e as poltronas Tiaret (também lançamento da marca), representam a linha Beach, e as mesinhas de centro Angelim e as cadeiras Moulin fazem a linha Country.  O destaque do espaço fica para a pintura trompe-l’oeil simulando uma biblioteca, feita pelo artista plástico Benoît Gentil, na enorme parede do espaço. “Atua como uma moldura, para receber e valorizar ainda mais os móveis”, diz Ana Lúcia. Cortinas da Oficina 2 com iluminação da Prolight, a vegetação permanente da designer Hannelore, o enorme tapete Fharpp, lançamento da Avanti, e os lustres em estilo provençal de Lalla Bortolini completam o ambiente.

 

Ângela Barquete e Cristina Dornelles – Galeria de Arte

Pela primeira vez, uma galeria de arte é incorporada à mostra. Mas uma galeria para ser desfrutada em casa! “Queremos transmitir que um projeto de ambientação adequado pode se integrar harmonicamente às obras de arte em uma residência, em escritórios ou empresas”, diz Ângela. No espaço, em forma de U e com cerca de 67 metros quadrados, as arquitetas uniram ambientação, iluminação e uma exposição coletiva de artistas contemporâneos, com curadoria do galerista Sérgio Gonçalves. No mobiliário, ênfase na cor Fendi, para valorizar as obras de arte: o sofá Hatria e o divã Jensen, em ratier de linho, escrivaninha com tampo de cristal e gaveteiros Enzo, cadeiras Mintzer em couro e três biombos em espelho prata.  O projeto de iluminação, em parceria com a Pró-Light, valoriza o foco nas obras. Quatro tapetes Avanti e papel de parede Orlean revestem o espaço. “É uma pausa para curtir, relaxar, apreciar a produção dos artistas contemporâneos em um ambiente instigante. Uma prova de que dá para ter uma galeria em casa.”

 

Carlos Maranhão – Home Theater da Casa na Serra

Um lugar tranquilo para ver um belo filme. Assim é o espaço do arquiteto, que contrasta o escuro de teto e piso, em madeira-café, com móveis brancos e muitas plantas. O confortável sofá, diante da estante que abriga o home, é rodeado por pufes, poltronas, mesinhas laterais e um aparador que serve de bar. Tudo branco. Duas lareiras portáteis esquentam o clima serrano, assim como um grosso tapete em sisal da Avanti. Atrás, uma mesa redonda com quatro cadeiras para refeições leves. A iluminação é toda indireta, para que a estrela seja o que passa na TV: spots no teto, duas grandes luminárias de pé nas laterais do sofá e luzes direcionadas aos quadros coloridos em uma das paredes, do acervo da galeria Almacén. “Nada dói na vista. É para relaxar, descansar, curtir um filme e os amigos”, diz Maranhão, que cobriu as paredes com papel de parede em tecido rústico, da Orlean.  Mas o que faz o espaço curioso é seu estilo cênico: o “telhado” em madeira e uma parede de sete metros de comprimento onde há um jardim vertical e duas molduras de 2,5m, cada uma, de pedra. Só que nada é o que parece: o teto é, na verdade, de gesso acartonado revestido com papel de parede imitando madeira, da Orlean. As pedras são de isopor, um trabalho perfeito do artista plástico Benoî Gentil. E as viçosas plantas, que formam um jardim vertical entre os “muros de pedra”, e como canteiro em toda a extensão inferior da parede, são plantas permanentes de Hannelore.

 

Cláudia Brassaroto – Sala de Jantar no Campo

Reunir a família em torno da mesa: este é o conceito do ambiente campestre de Cláudia Brassaroto. “A ideia foi agregar todos os membros da família em um espaço despojado e criativo”, explica a arquiteta. Para isso, uniu três mesas Antares II, com tampo de vidro, formando uma grande mesa com 4,50m. Em torno dela, vários tipos de assentos – até dois sofás (Sky, com 2,50m, com acabamento em linho Aruba natural), quatro cadeiras Conrad com braços e capa longa caramelo e duas poltronas Canton com tecido Saint Martin fendi. Dois grandes bufês Duet com espelho estão lado a lado em uma das paredes – que receberam pedras naturais irregulares.  As luminárias foram desenhadas pelo escritório de Cláudia. “Fizemos luminárias quadradas na mesma medida das mesas. Elas trazem uma simetria entre a grande mesa e a iluminação e dão a ideia de rasgos flutuantes do teto”, explica a arquiteta.

 

Cristina Côrtes e Cláudia Santana – Sala de Jantar

Sóbria e elegante. Assim pode ser definida a sala de jantar da dupla de arquitetas. Tons claros estão presentes em revestimentos e móveis, que fazem contraste com as telas em cores quentes de Rafael Vicente (dispostas em uma das paredes) e da parede verde de plantas permanentes da designer Hannelore. A grande mesa de jantar, para 10 pessoas, é em cristal, com colunas de aço, rodeada por cadeiras forradas em veludo. Dois aparadores de bebidas e dois bufês para louças completam o mobiliário.  Paredes com papel listrado e piso em porcelanato claro formam uma suave combinação com a iluminação dos lustres sobre a mesa. Quatro grandes espelhos com molduras em couro ampliam o ambiente e intensificam a luminosidade.

 

Cláudia Gonçalves Santos – Home Office

Um espaço de biblioteca jovem, onde adultos e crianças trabalham, estudam e recebem seus hóspedes. “Pensei na casa de um fotógrafo que gosta de arte, arquitetura e paisagismo. Portanto, há muitas fotos nas paredes”, conta a arquiteta, que assina a marcenaria do ambiente e a estante com tubos de cobre. Em branco, azul, cinza e um toque de amarelo nas estantes, o espaço é descontraído, com móveis leves e claros.  As poltronas Greek e Arad levam tecidos brancos de diferentes texturas. O sofá-cama Hatria (lançamento Artefacto) recebeu linho bege e almofadas de camurça. A mesa de estudos da família, Moon, é inteiramente branca com pufes Bouvrie em trama natural. As cadeiras Viegas com e sem braço são misturadas ao ambiente. As paredes receberam papel de parede Orlean e lambri em azul, e há uma divisória feita em Cobogó branco. Completando a ambientação, caixas e baú de couro Artefacto, placas de travertino no piso, tapete Santa Mônica e iluminação mista (leds e dicroicas) no rasgo em gesso da parede de fundo, da Lumini.

 

Elaine Ramos – Sala de Leitura

A inspiração foram os hotéis particulier na Provence Francesa, e suas peças que remetem a um passado romântico. A sala de leitura de Elaine Ramos tem esse clima emocional, em branco, verde e cinza. “Com uma dose de melancolia e valorização das referências do passado. Quero que quem entra ali se sinta abraçado por um ambiente que dispensa modismo”, conta a arquiteta, que usou muito veludo nas almofadas, criando um clima de casa de campo, com os móveis da Beach & Country.  Poltronas Malta, mesa lateral Bonaire, duas estantes Metz ladeando uma grande estante em laca brilho verde exército, com seis metros de altura, formada por nichos; duas escrivaninhas Flight em ano inoxidável dão o contraste de modernidade ao espaço rústico e com ar europeu. Um lustre com dois metros de comprimento (Escato) é protagonista da iluminação, que tem luminárias de mesa e de piso, bem modernas, da Lumini. Nas paredes, mistura de linguagens nas obras de arte da galeria Almacén.

 

Elizabeth Franco – Varanda Externa

Responsável pelo único espaço externo da mostra, Elizabeth criou um conceito mais “nórdico”. Tons secos, pedras, galhadas e ferro enferrujado forrando canteiros como grandes cachepots, bancos em ripas em madeira desgastada, e, na única parede, a instalação de um muro verde farto e amplo, ladeado por mais uma textura forte e árida em peças verticais (Passeio). O deck existente foi mantido, mas o restante do piso é porcelanato Stone be Strut (lançamento da Portinari) e o revestimento da parede ao lado do jardim vertical é Stone Bruto Tahine (Passeio).  Duas chaises Java II repousam sobre o deck, que recebeu um pergolado desenhado pelo escritório: uma estrutura de eucalipto que sustentará uma rede pênsil, composta de pedaços de madeira em tom terroso, tubos de cobre e cabos de aço. No outro ambiente, móveis em linhas retas em tons fendi claro com forrações em linho natural, como o sofá Barbados e as poltronas Medea, mesas laterais Zhang e Sled, mesa de centro Weave e, sob um ombrelone Creta, uma mesa Judd em tom café e vidro, rodeada por cadeiras Poly. O paisagismo do espaço ficou por conta de Eduarda Abud, valorizado pela iluminação da Lumini.

 

Fábio Bouillet e Rodrigo Jorge – Home Theater da Casa de Praia

Um home theater em uma casa de praia de uma família de surfistas. Mas que ninguém pense que, só por causa disso, o ambiente da dupla de arquitetos tem palha por todos os lados. Ao contrário. “Um home é um home, em qualquer lugar. Não pode ter cores gritantes, para não refletir demais. Fizemos um ambiente ao nosso estilo. A personalidade de nosso personagem, uma família que ama surf, está nos detalhes”, explica Fábio Bouillet. E que detalhes: se vão falar de surf, os arquitetos foram aos melhores da “vida real”. Uma prancha foi feita especialmente para o espaço pelo melhor shaper carioca, Filipe Hage; nas paredes, trabalhos do fotógrafo especializado em surf Ricardo Altoé, realizados no Havaí e em Saquarema. As cores predominantes são marrom e muitos tons de cinza – quebrados pelo azul Bic do aparador Loom, sobre o qual repousa um grafite bem colorido transformado em quadro. Os móveis ocupam o centro do ambiente, diante do móvel para o home – na verdade, sete mesas laterais Bee de um metro cada uma, dispostas lado a lado: o sofá Lenon, bem confortável, duas poltronas Pigalle, de formas esculturais em estrutura de arame e mesa de centro-bandeja Farm. Completando o clima surfer, revistas e livros especializados, caixinhas com parafina e dois arranjos praianos de plantas permanentes de Hannelore. Completam o espaço um grande tapete da Avanti, piso em madeira preta e persianas da Orlean (diante de duas falsas janelas, ao lado do home) e iluminação da Lumini – um trilho com spots que focam a prancha, as fotos e o grafite e luz difusa para não atrapalhar os filmes de ondas perfeitas que certamente rolam na casa desta família…

 

Gabriela Eloy e Carolina Travaglini – Espaço Zen

Om…… O som do universo foi a inspiração do espaço das arquitetas – um lounge que dá acesso aos banheiros da Mostra. “Este som traz a energia do universo no seu estado mais puro, a união entre o céu e a terra, a harmonia entre o masculino e o feminino, a polaridade que gera equilíbrio”, explica Carolina. O lounge, que é o espaço zen, tem mobiliário clean, com linhas retas e design contemporâneo e sofisticado: duas chaises Nouvel com capa bege, uma mesinha em couro branco entre elas e dois pufes Nouvel em frente. Diante deste relaxante conjunto, um rack em microtextura branco e uma coleção de fotos com curadoria do galerista Sérgio Gonçalves, retratando imagens relaxantes. Um aparador revestido em croco bege e pés cromados e uma cadeira Conrad com braços completam o mobiliário, que ainda traz a natureza para o ambiente através de uma falsa janela com plotagem de árvores ao fundo e paredes com revestimento em pedra natural da Santa Sofia Revestimentos.  A área do lavabo traz como estrela a estante Bloom, lançamento Artefacto: Gabriela e Carolina criaram um nicho em drywall onde a estante foi encaixada; no fundo vazado foi aplicada pedra natural da Santa Sofia e iluminação embutida em led, criando um clima gostoso e dando mais valor à peça. As bancadas são em mármore creme coquilles, uma novidade trazida da Grécia que promete agradar ao mercado de luxo, e os lavatórios Vallvé em azul marinho dão destaque ao ambiente. A luz predominante é indireta, com luminárias e abajures, além de fita de led embutida. “Nosso foco foi o bem-estar, a qualidade de vida, uma conexão emocional com o tempo de relaxar, um artigo de luxo nos tempos de hoje”, completa Gabriela.

 

Jorge Delmas – Estúdio na Serra do Artista

O artista a que se refere o título do espaço é o ator Tuca Andrada, amigo do arquiteto e que se interessa muito por decoração. “Além de admirá-lo como ator e como pessoa, sei que ele curtiria ter um estúdio assim”, explica Delmas. Para ampliar o espaço de 43 metros quadrados, e aproveitando o pé direito de seis metros de uma das vitrines da loja, o arquiteto construiu um jirau em madeira, onde fica o escritório de Tuca. Embaixo, sala de estar e jantar em branco e tons de areia e bege. Sofá Madrid e poltrona Karkdor rodeiam a mesa de centro Shiraz. O aparador Agadez, com bandeja, é também um bar, e, para relaxar, um confortável conjunto Kilwa (poltrona e pufe). No espaço para refeições, mesa redonda com coluna Chad bambu e tampo de cristal, rodeada por quatro cadeiras Tulum.  O jirau é o “cantinho do artista”, um escritório para trabalho e que guarda objetos pessoais de Tuca Andrada: fotos de cena, fotos pessoais, prêmios e troféus recebidos ao longo da carreira, expostos na estante Agadez. Escrivaninha Nacala II e cadeira Melody com braço, laptop, plantas… É espaço para criar. Nas paredes, papel Orlean em tom sobre tom em listrado cru; em uma delas, o papel da MarcoPolo Revestimentos simula uma parede italiana, como as envelhecidas da Toscana. A iluminação, do Studio R, foi feita especialmente para o ambiente: luminárias e pendentes em bronze.

 

Joy Garrido – Quarto do Casal

Que 50 tons de cinza, que nada. A cor da paixão é, e sempre foi, vermelha. E como todas as informações atualmente ficam guardadas na “nuvem” do cyberespaço, Joy brincou com estes dois conceitos no ambiente do Quarto do Casal: “O vermelho é para ir às nuvens!”, diz. Acolhedor, íntimo e com uma atmosfera de paixão no ar… São 39 m² em tons naturais, fendi e, claro, vermelho carmim. A seleção do mobiliário seguiu o espírito do ambiente: a cabeceira da cama, por exemplo, um dos destaques, é em capitonné carmim. “Como a cama é o ‘coração’ do quarto, é vermelha! Uma proposta ousada”, diz a arquiteta, que também “vestiu” a cama de branco com os fios de algodão egípcio da Trousseau e muita pluma envolvendo colcha, travesseiros e almofadas. Sobre a cama, cinco telas unidas reproduzem a Baía de Guanabara no início do século.  O sofá Nouvel em tecido natural e a poltrona Classic, em seda Bihar, tornam o clima mais aconchegante. Duas estantes, um espelho prata oval, mesinhas laterais (Drew II, Safari II e Tol) e acessórios como um porta-revista em croco e um tapete na cor Desert Sand, da Santa Monica, também estão no espaço.  No piso, para acentuar o clima “hotel 6 estrelas”, o bouclé em tons claros e suaves confere o ar de conforto e proteção.Tons neutros e fendi passeiam pelas paredes com revestimento belga Flamant, em desenho Tweed, da Orlean. O projeto de iluminação é da Lumini.

 

Leila Dionizios – Loft

Mesmo em pequenas dimensões – são 54 metros quadrados – é possível ter um ambiente elegante, bonito e funcional. Com esta ideia na cabeça, Leila Dionizio criou o loft de uma mulher moderna, que não quer apenas beleza, mas também praticidade e estilo. Para traduzir este conceito, móveis contemporâneos em linhas retas e cores neutras e sóbrias, como tons de cinza, laca acetinada branca e madeira louro pardo. Como destaque, a estante Bloom (lançamento Artefacto), que a arquiteta embutiu na parede, e a mesinha lateral Eero, pela primeira vez em azul marinho.  Algumas peças foram criadas por Leila especialmente para a Mostra: a espelheira e o adorno com paisagismo, em aço corten (produzidas pela Fertríade), e a bancada/cuba com porta-maquiagem em corian do banheiro, produzida pela Don Artesano, também responsável pelo piso iluminado em led do box, em corian translúcido.  Nos pisos, Concrete /sement no banheiro; nas demais áreas, Portland (ambos Portinari). O deck foi revestido por um carpete personalizado da Avanti, que trouxe aconchego à área do quarto. Já as paredes do home receberam um rústico mosaico de travertino importado da Turquia (Santa Sofia Revestimentos). Cozinha e banheiro levam pintura texturizada conhecida como Estuque (I Colori de Venezia), e nas demais paredes foi utilizado papel de parede da ByFloor. Iluminação indireta através de rasgos e iluminação geral em spots de dicroica e no frames. Pendentes e abajur Artefacto trazem romantismo e delicadeza ao loft.

 

Luiz Fernando Grabowsky – Family Room

Uma ambientação real para um espaço real: são 44 metros quadrados utilizados para reunião da família. Como em qualquer apartamento médio da Zona Sul carioca. Com este pensamento, o arquiteto desenvolveu um espaço que reúne living e sala de jantar. “A ideia é mostrar que é possível criar uma bela decoração e que atenda às necessidades da vida real, atual, em que os espaços não são grandes”, explica Grabowsky, que enfatiza que o espaço não tem TV. “É family room porque é um espaço para a família se encontrar e conversar, seja no living ou em torno da mesa de jantar, em um bate-papo para contar como foi o dia”, diz.  Predominam o bege, o marrom e o cinza, um clima em tons pastéis. No Estar, sofá São Paulo em bege bem clarinho, duas poltronas Dippy em couro, duas mesinhas de centro em aço e espelho, a poltrona Hatria, uma namoradeira para duas pessoas (pai e filho batendo papo, por exemplo!), um divã Hayden e duas mesas laterais. Quatro estantes Sency, com fundo espelhado, são lançamentos Artefacto. Na sala de jantar, destaque para a mesa redonda envolta por cadeiras Raggio, com braços. Objetos, livros, obras de arte com curadoria da galeria Almacén e memórias da família são os principais acessórios, enquanto o papel de parede tem desenhos que lembram palhinha e o piso em material vinílico imita madeira – ambos lançamentos da Orlean –, que ganha tapete cinza em fibra de sisal e lã da Avanti. A iluminação foi feita por Grabowsky em parceria com a Lumini.

 

Marilene Galindo – Quarto do Casal no Campo

Acolhimento e um refúgio campestre para recuperar a energia gasta no dia-a-dia da cidade. Foi pensando nisso que a designer projetou o ambiente, de 40 metros quadrados e tons que misturam crus, bege, marrom e pequenos toques contrastantes em tons de azul.  O destaque do ambiente é a cama Grazia, com o dossel que dá charme e romantismo. Ao lado, duas cômodas Arche revestidas em couro Lexard marrom, e, à frente, como pedeira da cama, o banco Bouvrie em fibra natural. No armário, portas de correr revestidas com couro bege; dentro, iluminação em led. Um cantinho de leitura completa o clima de campo, com uma estante Ellis, duas poltronas Camel e uma lareira ecológica. O piso é em madeira, com um grande tapete em tons de bege e azul sob a cama. Nas paredes, uma suave combinação de papéis e madeira. Em um dos cantos, jardim com vegetação permanente dá um tom de serra.

 

Margareth Villela – Varanda da Praia

Vista para o mar, céu azul, uma brisa fresca batendo… Vale imaginar este cenário como pano de fundo para a Varanda da Praia de Margareth Villela. Tons clarinhos – beges e branco – contrastam com a multicolorida tela do artista Giovanni Gargano. “Quero transmitir a sensação de alegria e aconchego, como uma gostosa varanda deve ter. Para isso escolhi móveis despojados mas elegantes, com acabamento em bambu e fibras naturais, além de um colorido tapete de sisal”, conta Margareth. Sofá Jensen, mesinhas laterais Vulcan e Jaipur, e de centro Farm Bac-Bac, duas poltronas Taishan e uma Lolah II, pufes Dan e Taishan e dois aparadores em vidro Verre Roble foram os escolhidos para transmitir esse ar praiano-chique. Tudo foi pensado neste sentido: em duas paredes foi aplicado o revestimento Brique-Terracota (da Passeio Revestimentos), que parece tijolinhos de demolição. A arquiteta criou um painel em L em MDF recortado como uma renda e pintado de branco, que dá ideia de treliça, como nos gazebos, valorizado por um efeito de luz e sombra feito com rasgos no teto em gesso. Outro detalhe muito simpático é o jardim vertical com plantas permanentes que vai do chão ao teto, iluminado por feixes de luz e multiplicado por uma faixa de espelho nas laterais e rente ao teto. No piso, cerâmica Portinari Tekton White Strut e parte em deck de madeira, onde dois retângulos foram recortados e forrados com pedriscos, para a instalação de cabos de aço do chão ao teto que sustentarão alguns vasinhos de orquídeas.

 

Mônica Gervásio – Sala de Estar com Lounge

O contraste de móveis e objetos modernos, dispostos em uma base clássica, é a marca do ambiente da arquiteta. Tendo o cinza e o branco como base de cores para o espaço de 45 metros quadrados, o sofá Austral, com quatro metros de comprimento e forração de veludo London Ecru domina o ambiente, tendo de um lado a mesa lateral Spin chocolate com luz indireta do abajur Lumière XXL preto, e do outro a mesinha Bloom preta, com a luminária Jiekdé roxa. Duas mesas de centro Suez acopladas, em laca Naturele, as poltronas Emile e Bigel e o divã Jesen completam este espaço de estar. Na área de jantar, o escultórico pendente vermelho Big Bang, da Foscarini (Lumini), ilumina a mesa de jantar Crown em tampo rodeada por cadeiras Laurence.  Um detalhe interessante do espaço são as duas estantes Bloom colocadas de forma diferente: estarão deitadas dentro de um nicho, criado em gesso acartonado. Arandelas Tee recebem obras dos artistas Renan Cepeda, Bernard Pras e Cristina Sá. Porcelanato da Cerâmica Portinari no piso, paredes com aplicação de molduras da Santa Luzia e iluminação da Lumini (com rasgos, leds embutidos, luminárias e pendente) completam o espaço.

 

Natália Paes e Simone Meira – Sala de Música e Hóspedes

Um amigo da família que vive só… acompanhado de música! Partindo deste personagem, as arquitetas criaram um ambiente polivalente: sala de música e quarto de hóspedes. “Por ser um lugar que vai receber amigos, evitamos personalizar demais. É sóbrio, masculino, transmite bem-estar”, explica Natália. O estilo é contemporâneo, com toques de modernidade no mobiliário – móveis com linhas limpas e retas, estofados confortáveis em cores claras – e nas cores: predomina o café, mas os detalhes em laranja e o revestimento (tapete e papel de parede) escuro dão o contraste do espaço, com 40 metros quadrados.  Os rodapés e alizares são em madeira e, em uma parede, destaque para o painel de papel com tema de discos em vinil. O antigo disco long-play, aliás, é a estrela de um móvel art déco em jacarandá, do acervo da família da dupla, para guardar as “bolachas”. O tom aconchegante do espaço, tanto para ouvir música como para o descanso do hóspede, vem da iluminação, com rasgos com leds e luz inferior, que vem do piso da jardineira, que dá um toque de verde ao ambiente.

 

Paola Ribeiro – Loft

Loft urbano: um olhar feminino. Este é o tema do espaço de Paola, que criou um ambiente de arquitetura contemporânea, com linhas retas e cores neutras. “Trabalhei com branco, preto, cinza, que remete a um ambiente urbano, mas sem abrir mão de toques de cor para deixar o espaço vívido e aconchegante, marcar registrada do meu trabalho”, conta. Como definição de loft, espaços integrados, que ampliam o todo: living, home office e área para refeições. O olhar não é apenas feminino, mas voltado para as necessidades e desejos de uma mulher moderna, dinâmica, prática e atenta às tendências.  As paredes dos 77 metros quadrados são revestidas com tijolinhos pintados de branco. No espaço do living, sofá Pravda, poltrona Zaudi e chaise São Paulo dão o ar confortável, que se completa com o pufe Topkapi, a mesa de centro Artic, a lateral Hanna e o bufê Castel. A cabeceira da cama é Tribeca Queen com paredes revestidas em papel listrado em branco e azul marinho; na sala de refeições, mesa em tampo de cristal com base Bloom e rodeada por cadeiras Fischer, com braços.  O office tem escrivaninha em linhas retas Sampa e cadeira Stella. Para personalizar o espaço, toda a marcenaria foi desenhada pela arquiteta, que usou nogueira lavada nas estantes, uma novidade no mercado, com madeira em madeira branca da Rug Hold.

 

Regina Távora e Vera Miquelotti – Sala de Estar e Adega

Um jovem casal que ama vinhos. A adega, claro, ganha destaque: um móvel com desenho das duas arquitetas abriga a coleção de vinhos do casal, bem como duas adegas climatizadas. A iluminação – com projeto Lumini, com um grande rasgo no teto em gesso que percorre todo o espaço – e um grande espelho de pé ampliam e evidenciam ainda mais o ambiente.  O mobiliário Artefacto B&C transmite conforto e criatividade: o sofá foi composto a partir de um jogo de volumes entre o sofá modular New L’aviv com encosto e braços e os pufes Artic e Austral; mesa de centro Artic e lateral Bee, cadeiras Iris, banco Maxim e bufê Catel II. Piso em madeira da Orlean com tapete Avanti e paredes em cerâmica rústica Palimanan (Ekko) são os revestimentos, mais rústicos, que criam uma oposição interessante com a delicadeza do papel de parede em tom neutro e com a falsa janela com persianas de madeira e fundo de plantas permanentes.

 

Roberta Devisate – Estar Urbano

O estilo simple-chic surge em uma abordagem urbana, que evoca as grandes metrópoles e reproduz os anseios da vida moderna: bem-estar, memória resgatada, conforto. Com o estilo pessoal do morador impresso nos detalhes. Como no canto de leitura, em que a chaise Kenzo IV recebe a luz da luminária Bauhaus 90, de Fernando Prado (Lumini). Ou o Wine Bar, com equipamentos Art des Caves e vinhos da Dee Vine.  As cores neutras predominam: paleta de cinza, charuto, grafite, cru e muito branco, valorizadas pela marcenaria exclusiva para o espaço com os painéis em laca preta (Mallc Marcenaria) com iluminação embutida e o ‘Mármore Calacata Gold’ (Irmãos Barcelos Marmoraria) que compõe a bancada do vinho e reveste a base da estante do cinema. Nas paredes, que receberam aplicações de delicadas molduras em gesso (numa reinterpretação das boiseries francesas do século XVIII), obras de arte da Almacén Galeria misturam estilos, técnicas e épocas. No revestimento, duas versões do “parece mas não é”: no rodateto, o que parece ser tijolos de demolição é, na verdade, o papel de parede da coleção Stones da Mr Perswall; e no piso, as réguas de madeira são piso vinílico ebanizado da Triângulo (ambos Orlean). O tapete da Casa Julio é um patchwork de retalhos de Killins antigos em tons de cinza, branco e azul profundo.  No mobiliário, duas mesas de centro Everest lado a lado, as chaises Kenzo, duas mesas de jantar New Black Jack (unidas pelo apoio central em madeira de demolição) em laca branca rodeadas por cadeiras Conrad com capa, sem braço, e pelas Bouvrie botonê com braços nas cabeceiras. Sobre a mesa, pendentes Folk da Diesel (Lumini).

 

Rogério Antunes e Bernardo Schor – Sala de Estar com Jantar

São 58m metros quadrados em muitos tons de cinza. A começar pelas paredes: duas foram vestidas com papel estampado em tons de cinza e outra em cinza liso, ambos da Orlean. Sobre o piso, a cor dá o ar da graça no carpete com detalhes gráficos (Avanti) que delimita a área do living. “Fizemos um ambiente sóbrio, com harmonia presente na composição de cinzas e marrons, o perfil de um cliente cosmopolita”, explica Bernardo. Os móveis foram escolhidos pela dupla para garantir conforto. “São móveis “generosos”, com medidas superiores às medidas de espaço físico padrão de uma pessoa”, diz Rogério. Como o espaçoso sofá More II ou a poltrona Basille, as duas mesas de centro Meese, em espelho prata, colocadas lado a lado, ou a mesa de jantar Ravel para oito pessoas. A grande parede lateral do living recebeu forração em madeira mel com laca transparente, sobre a qual tem destaque um grande quadro cerâmico feito com pastilhas Bizzazza (Ekko) com moldura clássica. A iluminação tem spots, pendentes (Relumi) e abajures Artefacto, direcionando a luz para tornar o ambiente ainda mais agradável.

 

Roseli Müller – Family Room

A sala de convivência familiar de Roseli Muller é dividida em dois ambientes: um para leitura e outro para TV. Em ambos, a ideia é um lugar confortável e despojado para a família se reunir, pôr a conversa em dia e ver um bom filme na TV. Uma família que tem por hábito colecionar obras de arte – todas da Sérgio Gonçalves Galeria – e que as expõe nas quatro paredes do ambiente.  No ambiente de leitura, três estantes Bloom repletas de livros e objetos diante do confortável sofá Zimmer, com 3 metros de comprimento, em tecido Jacquard Ravenna natural; mesas laterais Zim e mesa de apoio Eero na cor areia; e dois pufes Miller estofados em couro croco tabaco. Já para o ambiente do home theatre, duas chaises estofadas em mescla natural, um conjunto de mesa em madeira imbuia e pufe Cubo estofado em camurça. Um conjunto de três aparadores em cristal e três caixas revestidas em couro croco serve para apoiar a TV.  O piso é em réguas de lâminas flutuantes, com padrão amadeirado, da Guilha – e sobre o piso, tapete em areia, branco e turquesa da Avanti. Nas paredes, uma curiosidade: elas foram revestidas de espelhos, que emolduram painéis revestidos de papel de parede, com aparência descascada e em variações da cor areia, um lançamento da Guilha. Nestes “nichos” estão expostas as gravuras e os quadros que fazem parte da coleção da família.

 

Sérgio Paulo Rabello – Loft

O mote do espaço é bem interessante: aeromodelismo! Partindo disso – e com um avião do aeromodelista e engenheiro aeronáutico Bruno Marcolini em destaque no ambiente –, o arquiteto criou um loft contemporâneo. “Adorei a proposta, que foge ao meu estilo meio clássico. Quis mostrar que a casa é um lugar onde se pode unir sonhos e realizações, onde se pode viver com estilo e conforto. Básico, sem muito luxo, mas com tudo o que é necessário”, explica Sérgio Paulo.  São 140 metros quadrados em preto, marrom e bege – com vermelho em detalhes e o verde das plantas permanentes da designer Hannelore. Os móveis contemporâneos são em tons de bege, com tecidos que vão do linho ao veludo de seda e seda pura. Na cozinha, modulados em madeira preta, com o mármore Natura Collection, da Antolini do Brasil e executados pela Nouveaux (lançamento), também na cor preta. No banheiro, o mesmo mármore, mas em bege, assim como as cubas e a banheira, da Valvé. Um tapete hand made Avanti marca o living, com altos e baixos relevos em tons de bege. Os papéis de parede e persianas são da Orlean e a iluminação fica a cargo da Lumini.

Mostra Artefacto 2013:

Coquetel de inauguração: 23 de março de 2013

Horário: das 18h às 22 hs

Local: Artefacto do CasaShopping

Av. Ayrton Senna, 2150 – Bloco K- Barra

Foto: André Schiliró