De acordo com reportagem do caderno Rio, “um cavalete com folhas em branco, caneta grossa e gestos leves. Das mãos de Oscar Niemeyer, os desenhos brotam do papel e logo remontam a obras familiares. É com essa ideia simples que muitos calouros chegam às salas de aula. Professores relatam que a genialidade do traço encanta neófitos e, ao mesmo tempo, desafia quem tem por ofício mostrar os árduos caminhos que levam o sonho ao projeto arquitetônico. Não há ‘método Niemeyer’ na universidade. Como também não há curso que ignore as obras do mestre que não fez discípulos. A discussão sobre a influência de Niemeyer no ensino nunca parou. E, daqui em diante, só tende a aumentar. Perguntados sobre como, ou se, o prestígio planetário de Niemeyer funciona hoje nos quadros-negros, coordenadores de curso, professores e pesquisadores de diversas escolas de arquitetura demonstram que o assunto é controverso. Por um lado, a grandiosidade da obra e sua beleza como função instigam a livre criatividade e mostram a dimensão que um projeto brasileiro pode atingir. Por outro, a forma como Niemeyer externa seu processo criativo, sempre com a simplicidade do croqui, oculta etapas fundamentais do trabalho, que precisam ser reveladas o quanto antes aos jovens alunos. Em meio a tudo, um ainda difícil diálogo crítico e aprofundado sobre a obra do expoente do movimento moderno no mundo contemporâneo”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Rio/ Oscar Niemeyer/ Reportagem: Flavio tabak/ 07/07/12