Arquiteta portuguesa, Monica Penaguião já tinha, há vários anos, a sua Poeira em Lisboa  quando resolveu investir em uma loja no Rio, onde vive parte do ano com sua família. Em um espaço de cerca de 120m2, na rua Dias Ferreira, montou a loja, que é um festival de peças diferentes, assinadas por grandes nomes de design europeu. Seu foco, antenado, busca trazer de fora o que pouco se viu por aqui: como as luminárias francesas de estilo industrial Jialdé, as peças da badalada Paola Lenti, a estampa de Christian Lacroix para a Designers Guild, móveis inusitados de Maarten Baas. Além dos “importados”, há ainda uma linha de móveis e objetos, desenhada por ela, toda exclusiva. E há inspiração, cor e personalidade de sobra em seus ambientes.

Segue um bate-papo rápido com Monica, que atua também como arquiteta, com projetos bacanas que levam sua assinatura, por aqui e pelo mundo, como essa casa iluminada e charmosa em Portugal (fotos).

R.D: O que você destaca no acervo da Poeira?

M.P: Tem várias marcas que adoro como Cappellini, Sé, Edra, Paola Lenti, Maarten Baas. Isso sem falar da linha desenhada por mim, que chamo de design POEIRA. Nela, faço um pouco de tudo, móveis de laca, camas de ferro, azulejos que recriam padronagens antigas, tapetes. A marca registrada da Poeira é esse grande e variado mix de produtos, como um bazar sofisticado.

R.D: Em termos de design brasileiro, o que você gosta?

M.P: Adoro o Zanine, filho do Zanine Caldas, designer bacanérrimo que criou uma linha de cadeiras com série limitada para a Poeira. Muito bacana. Mas há muitos outros.

R.D: Há sempre muita cor nas estampas e objetos da Poeira. Como você o uso da cor na decoração?

M.P: Eu adoro cores, mas confesso que não é fácil misturá-las, para não ficar over. Excessivo. Ainda mais dentro do contexto da casa. Mas vamos combinar que vida sem cor é muito triste. Nos meus projetos, geralmente opto por uma cor básica de fundo e coloco muitos acessórios com tons assumidos, que dão um charme e personalizam os ambientes. Pesquiso sempre a melhor forma de colorir o espaço, até em função da iluminação, do tamanho, do tipo de uso…

R.D: Atualmente, no acervo da Poeira, o que você aponta como ótimos investimentos?

M.P: O sofá coloridíssimo, feito para a Edra, e assinado pelos Campana, as velas de cheiro de Fornasetti, que ficam lindas quando iluminadas, como uma escultura. As cadeiras Poeira Smith…

R.D: Em duas palavras, em quem deve-se ficar de olho, em termos de design mundial?

M.P: O jovem holandês Maarten Baas (ver www.maartenbaas.com).

R.D: E como definir o estilo carioca?

M.P: Simples, mas com bons toques de cor.

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