A coluna Em Casa divulgou em reportagem: “Em uma sala repleta de quadros, esculturas e cores, o fotógrafo pede: ‘Você pode colocar as pernas no chão, por favor, e levantar um pouco o queixo?’ E o carnavalesco Milton Cunha, entre uma gargalhada e outra, se ajeita conforme os pedidos e aponta: aquelas três máscaras ali são de Durban, África do Sul, e o chinês de madeira, no canto, de  Macau. Milton segura uma caveira dourada que trouxe de Las Vegas, segundo ele, a sua segunda casa. Ele tem mais três caveiras: uma de strass (linda!), uma prateada (também de Vegas) e uma de porcelana. Mas por que caveiras? — Porque a caveira me dá noção da temporalidade. O que você vai fazer com a sua existência? Caveiras me lembram que eu tenho que acontecer, que o tempo que  vivemos aqui é a hora — explica o artista, enquanto mexe as mãos, com anéis de caveira em três dedos. Há 15 anos, Milton mora em um amplo apartamento, localizado entre o burburinho de  Copacabana e o sossego do Bairro Peixoto, com seu companheiro, Eduardo da Costa. — Quando eu cheguei ao Rio, aos 20 anos de idade e pobrinho, ouvia o Artur Xexéo falar do Bairro Peixoto e ficava maravilhado. Pensava: um dia, ainda vou morar ali — diverte-se”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Morar Bem/ Em Casa/ Reportagem: Raphaela Ribas/ 11/08/13