A coluna Em casa, por Marcia Müller, publicou em nota: Sempre olho os quadros da Beatriz Milhazes e imagino as cores: cada qual com um som, um cheiro, uma personalidade… Vejo em cada cor verdadeiras entidades únicas e distintas, além de uma brasilidade incrível. Enfim, essa é a minha visão… E, também, para cada uma, nova sensação. Adoro esse sentimento que a arte provoca. Mostro alguns projetos meus onde alguns privilegiados puderam possuir essas lindas obras. Uns, porque puderam; outros, porque se apaixonaram e preferiram ter um quadro e deixar de ter outras coisas. Comprar uma obra de arte passa por esses caminhos, muitas vezes apenas pelo investimento; mas, na maioria das vezes, pela paixão. Comprar arte envolve desejo e afinidade, quase como uma relação afetiva. Não é um simples ato de aquisição! Quando um cliente pergunta-me sobre obra de arte, indico apenas galerias em que confio, colecionadores ou amigos que entendem muito de arte e que são procurados por pessoas que querem revender ou trocar suas obras. No universo dos colecionadores, troca e revenda de arte são muito comuns. Considero até deselegante, como arquiteta, influenciar na compra de uma obra de arte, pois considero essa relação arte x comprador um ato pessoal e intransferível . No entanto, amo colocar essas lindas obras nas casas prontas e ver como elas, com personalidades incrivelmente fortes, relacionam-se no espaço que projetei. É sempre uma surpresa feliz, alegre e colorida, que mostro em diferentes ambientes: uma sala de jantar, uma sala de estar, um quarto e um escritório. Escolhidas com paixão, relacionam-se com o projeto que desenvolvi, como se fossem feitas para aquele local!”. Leia mais no blog.

Fonte: Lu Lacerda/03/12/13

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