O caderno Rio trouxe em matéria: “Em meio a tapumes, ruas interditadas e ao trânsito caótico, os cariocas assistem a uma grande transformação da cidade, já comparada às mudanças implementadas por Pereira Passos, no início do século passado, e Carlos Lacerda, na década de 1960. Hoje há pelo menos 28 grandes obras em andamento ou prestes a começar, orçadas em R$ 36,5 bilhões, como revela Luiz Ernesto Magalhães. No Centro, os cones se multiplicam, indicando desvios de trânsito que não estavam ali na véspera. Nas ruas, panfletos são distribuídos para explicar onde foram parar pontos de ônibus remanejados. Nos terrenos, tapumes são instalados da noite para o dia. Já na Avenida Brasil, motoristas se preparam para o início das obras do BRT Transbrasil em janeiro, preocupados com possíveis congestionamentos. Engarrafamentos que já são rotina na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, devido à abertura de outros dois corredores exclusivos para ônibus, além da construção do metrô e do Parque Olímpico. Os investimentos que estão mudando a cidade chegam a R$ 36,5 bilhões, aplicados em 28 grandes projetos de infraestrutura em andamento desde 2010 ou prestes a começar. São empreendimentos de responsabilidade do governo do estado, da prefeitura e da iniciativa privada (com recursos diretos ou com repasses e empréstimos da União). Enquanto isso, o carioca enfrenta transtornos, na expectativa de usufruir de uma cidade mais bonita e com melhor infraestrutura quando os tapumes forem retirados. Na estimativa feita pelo GLOBO, não são levadas em conta obras recentemente concluídas — como o BRT Transcarioca (Barra-Galeão) e o trecho em operação do BRT Transoeste —, apenas intervenções que ainda geram mudanças às quais o cidadão terá de se acostumar aos poucos. Na semana passada, foram retiradas as últimas vigas do Elevado da Perimetral, obstáculos que faltavam para transformar o entorno da Praça Mauá num grande passeio público. Por sinal, em março, está prevista a inauguração no Píer Mauá do Museu do Amanhã, projetado pelo arquiteto Santiago Calatrava, uma das iniciativas que servirão de âncora para a revitalização da Zona Portuária”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Luiz Ernesto Magalhães/14/12/14