De acordo com matéria do caderno Rio, “a paisagem de um dos quarteirões mais badalados de Ipanema, na Visconde de Pirajá, entre as ruas Maria Quitéria e Garcia D’Ávila, foi alterada por cores vibrantes que estão causando polêmica e não agradaram nem um pouco a alguns moradores. A novidade é obra do Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras do metrô. Depois de retirar os tapumes, que por meses tiraram a visão daquele trecho, a empresa deixou no lugar um calçadão vermelho ácido, que faz contraste com um azul vibrante, capaz de ofuscar até mesmo o gingado das garotas de Ipanema. É praticamente impossível desviar o olhar dos tons berrantes do asfalto. Como gosto se discute, os moradores também decidiram opinar sobre a intervenção, que consideraram desastrosa, feita no projeto do arquiteto e urbanista Paulo Casé para o Rio Cidade no bairro. — Não acho que tenha sido a volta dos anos psicodélicos, mas a chegada do reino da cafonice — disparou o morador Gilberto Menezes Cortes, referindo-se a uma possível inspiração tropicalista. A lojista em frente preferiu relevar: — Poxa, eles fizeram com carinho. E esse é o menor problema que o metrô está trazendo para o bairro — observou, rindo. A ideia da nova pintura, de fato, não estava no projeto. Foi um inesperado presente: — Fomos nós quem fizemos, o consórcio. Achamos que as pessoas iriam gostar, mas pelo visto não agradou, e estamos começando a raspar para tirar a tinta mais forte — contou um dos responsáveis por aquele trecho da obra, que, como todo pai de filho feio, preferiu o anonimato. Paulo Casé, autor do Rio Cidade Ipanema, inaugurado em 1996, prefere não opinar sobre a pintura. E o motivo é um só: as mutilações já feitas em seu projeto para a Visconde de Pirajá”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Elenilce Bottari e Selma Schmidt/30/05/14