O caderno Rio trouxe em reportagem: “Construção abandonada há 30 anos na Barra, a torre cilíndrica Abraham Lincoln, com 120 metros de altura e 36 andares, continua sendo um risco para os vizinhos. Desde o fim da década de 80, especialistas vêm alertando para a necessidade de obras urgentes para combater a progressiva degradação da estrutura inacabada. Há sete anos, um laudo do engenheiro Paulo Helene, então professor da Escola Politécnica da USP, indicava “perda de até 40% da armadura dos pilares”, devido à corrosão, e recomendava “intervenções corretivas e imediatas na estrutura de concreto armado”. Pouco, no entanto, foi feito desde então. Ao saber da situação pelo GLOBO-Barra, o engenheiro se mostrou surpreso. Ele ressaltou que, já em 2007, o prédio — que está vazio e tem 452 apartamentos — não atendia aos critérios mínimos, nacionais e internacionais, de durabilidade, manutenção, segurança e estabilidade. Paulo é, atualmente, consultor especializado em patologia de estruturas e conselheiro permanente do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon). — Pela altura, porte e localização, a Torre H (nome pelo qual o prédio é conhecido, assim como Esqueleto) põe claramente em risco as edificações próximas, assim como cidadãos que circulam pelo local — disse o engenheiro. — Reitero a necessidade, a curtíssimo prazo, de melhor intervenção corretiva e proteção dessa estrutura. De acordo com Heraldo Silva, presidente da Associação dos Adquirentes da Torre H, que encomendou o estudo, desde 2007 é feita a manutenção constante da obra. Entre as medidas, ele citou a aplicação de tinta epóxi rica em zinco nas armações expostas, a cada três meses. Para Paulo Helene, no entanto, a medida é paliativa. Levados ao local, especialistas do Crea-RJ e do Clube de Engenharia confirmaram a necessidade de reparos. — Os problemas se agravaram pela exposição da estrutura aos agentes agressivos do meio ambiente — disse Antônio Eulálio, conselheiro do Crea. O projeto do prédio é de autoria de Oscar Niemeyer. Paulo César Niemeyer, de 44 anos, neto do arquiteto, luta, em conjunto com os demais compradores, pela conclusão da Torre H”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Alessandro Lo-Bianco e Fábio Teixeira/08/05/14