Segundo matéria divulgada na Veja Rio, escondido em meio a arranha-céus feiosos e sem nenhuma importância arquitetônica, um grupo seleto de prédios residenciais sobressai na paisagem urbana do Rio. São imóveis que remontam a meados do século passado e se transformaram em objeto de desejo de quem valoriza espaços exclusivos com status de obra de arte. Adquirir um imóvel nesses condomínios icônicos significa comprar não apenas centenas de metros quadrados, mas também um pedaço da memória da cidade. É um privilégio que não sai barato, como comprova a recente venda da cobertura do edifício Seabra, na Praia do Flamengo, por 7,2 milhões de reais. A unidade, um tríplex de 2 000 metros quadrados com elevador privativo, arremata em grande estilo uma suntuosa construção eclética, inspirada em um palácio florentino. Erguido há 72 anos pelo comendador português Gervásio Seabra e conhecido como Dakota carioca (referência ao correlato nova-iorquino, onde John Lennon morava), o edifício tem dez andares com quatro apartamentos cada um. “Foi uma homenagem que o comendador fez à sua mulher, a italiana Assunta Grimaldi, que adorava a Toscana”, conta Manuel Ruy da Silva, dono de um apartamento ali, que usa como escritório. Sua mulher, a artista plástica Maria Araújo, gosta tanto do lugar que publicou, na França, um livro em que narra sua história e alinhava detalhes a seu respeito. “É um símbolo da riqueza de estilos que influenciaram a arquitetura carioca”, diz ela. Leia mais na Veja Rio.

Fonte: Veja Rio/ Reportagem: Letícia Pimenta