Projetos que realmente valorizam a luz natural e conseguem encontrar o equilíbrio com a iluminação artificial são os queridinhos do mercado profissional de decoração.  Quem consegue o equilíbrio entre a luz natural e o projeto luminotécnico é um artista que também valoriza a arquitetura de autor. Entre as referências nacionais estão Angelo Bucci e Ricardo Heder. Ambos trabalham em sinergia em um projeto de estreia em Curitiba, a convite da L`Espace Incorporadora, que tem à frente o arquiteto Alexandre Dely.

Reconhecido internacionalmente por projetos que representam a escola paulista de arquitetura, Angelo Bucci tem como assinatura o pensar em aberturas que explorem a luz natural. Já Ricardo Heber é um artista da luz com todas as suas criações em desenhos à mão. Juntos, propõem a leitura da arquitetura e a observação do uso do espaço pela ótica de quem o habitará.

“Fui convidado para o projeto por recomendação do Angelo Bucci que busca um olhar novo nas áreas comuns e fachada. Luz natural é algo muito próprio do Bucci e o meu trabalho dialoga silenciosamente com a arquitetura e com a luz natural. Com certeza teremos um novo olhar para um projeto que promete ser o primeiro passo em um novo momento da arquitetura em Curitiba”, diz o arquiteto e designer Ricardo Heder.

Heder explica que busca atender o olhar do arquiteto autor do projeto, quando faz o estudo luminotécnico. “Quando você propõe a iluminação artificial, precisa oferecer uma leitura do espaço para que ela ganhe vida própria a partir da construção. Por exemplo, ao usar uma mesa você precisa enxergar o que está comendo e na cozinha você precisa ver o que está cortando. Sem luz natural suficiente a composição com a artificial é necessária.”

Ainda sem revelar detalhes do projeto em Curitiba, uma coisa é certa na parceria entre Angelo Bucci e Ricardo Heder: transformação da percepção espacial. Heder observa que a entrada da luz natural e a composição com a iluminação artificial devem valorizar a conexão entre interior e exterior.

“O ideal é usar o mínimo possível de iluminação artificial. Precisamos atender o conforto visual, claro, mas sempre priorizando a fonte de luz natural e, consequentemente, reduzindo drasticamente o consumo e o impacto ambiental. Quando pensamos e percebemos um espaço, devemos usar – além da técnica – o bom senso. Ele deveria predominar em todos os projetos da arquitetura moderna”, explica Ricardo Heder.