O caderno Rio divulgou em matéria: “O prefeito Eduardo Paes quer excluir a Zona Portuária do roteiro das instalações olímpicas faltando pouco mais de dois anos para o evento. Durante uma nova visita ao Rio da comissão de inspeção do Comitê Olímpico Internacional (COI), semana que vem, Paes vai propor que os 2.800 quartos destinados aos árbitros e parte da mídia que vai cobrir o evento, que deveriam ficar na região do Porto, sejam realocados para a Barra da Tijuca. O GLOBO apurou que uma das opções que a prefeitura vai apresentar é um novo condomínio do projeto Minha Casa Minha Vida, a ser construído na Colônia Juliano Moreira. O empreendimento será erguido nas imediações do traçado do BRT Transolímpico, que ligará a Barra a Deodoro. Ontem, Paes defendeu a mudança com o argumento de que ela representará uma economia entre R$ 50 milhões e R$70 milhões para o Comitê Organizador Rio 2016. Isso porque a entidade teria de pagar uma espécie de taxa pela ocupação do condomínio no Porto, por quase um ano. A decisão de Paes de retirar a Zona Portuária do roteiro olímpico foi antecipada ontem pelo colunista do GLOBO Ancelmo Gois. A palavra final caberá ao COI, mas ontem não faltaram críticas por parte de urbanistas. Eles reconheceram que, quando o Rio apresentou sua candidatura, a Zona Portuária não fazia parte do projeto olímpico. Mas o próprio prefeito, após ouvir a sociedade civil, convenceu o COI em 2010 a construir na Zona Portuária as vilas para os árbitros e para a chamada mídia não credenciada — jornalistas que estarão no Rio para acompanhar o dia a dia da cidade, não as competições. Em 2010, o objetivo era transformar o chamado “Porto Olímpico” em uma âncora para novos empreendimentos na região. A prefeitura contratou o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para realizar um concurso de projetos. O ganhador foi o Porto Olímpico, um conjunto de sete prédios com 1.300 apartamentos, já em construção”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Luiz Ernesto Magalhães/14/03/14