À frente do escritório Arquitetura e Interior, Claudia Pimenta e PatriciaFranco focam em projetos residenciais e procuram ter harmonia e proporção em todos os ambientes. “Com esta base colocamos em cada projeto as particularidades e desejos do cliente”, dizem as arquitetas em entrevista ao Radar Decoração.

RD: Por que vocês escolheram essa profissão?
C.P : Quando criança na minha casa sempre estávamos às voltas com obras e reformas, e tive meu pai como um grande incentivador.
P.F: Desde cedo me identificava com lugares bem bonitos e arrumados. A casa da minha mãe era um exemplo pra mim, apesar de simples, sempre elogiada e refletia cuidado e carinho nas escolhas de móveis, quadros e objetos.

RD: Como vocês definem seu estilo e como foi o caminho que percorreram para desenvolvê-lo?
C.P e P.F: Gostamos de formas puras, retas e limpas. Proporção e harmonia são indispensáveis. Com esta base colocamos em cada projeto as particularidades e desejos do cliente. Cada novo projeto é um aprendizado, um laboratório de novas ideias. Através do nosso dia-a-dia, da vivência, buscamos inspirações para novos desenvolvimentos.

RD: O que consideram essencial em qualquer bom projeto de interiores?
C.P e P.F: O essencial em qualquer projeto é a interação com o cliente, conseguir identificar os seus desejos.

RD: Qual a importância de materiais sustentáveis no seu trabalho?
C.P e P.F: Cada vez mais aumenta essa importância e será muito bom que o mercado ofereça mais opções deste tipo.

RD: Quais são suas cores favoritas no décor?
C.P e P.F: Gostamos de bases neutras, claras e leves, mas com detalhes marcantes.  Branco, areia, cinza e preto são marcados com detalhes em verdes e azuis. É o que mais achamos interessante.

RD: Forma, função ou emoção?
C.P e P.F: Como somos uma dupla, eu diria que em nossos projetos tem um pouco dos três.  É uma forma de nos equilibrar e colocar um pouco de cada uma de nós no projeto. Quando uma privilegia a forma a outra vem com pitada de emoção.

RD: Quais vocês acreditam serem as peculiaridades do mercado carioca? Qual o papel ou importância do Rio dentro do mercado brasileiro de arquitetura e decoração?
C.P e P.F: Quando viajamos para ver mostras fora do Rio de Janeiro, ou até fora do Brasil, é fácil identificar um profissional do mercado carioca. Acho que nossos projetos contemplam a beleza, o conforto e o bem-estar próprio da nossa cidade.  Privilegiamos o uso de materiais naturais, que trazem a natureza pra dentro de casa. Percebo que muitos profissionais de sucesso de outros estados tem buscado o mesmo rumo.

RD: Como seria a casa dos seus sonhos?
C.P e P.F: A casa dos sonhos é aquela em que não encontramos barreiras para desenvolver um bom projeto. Desafios sim! São importantes e nos fazem querer sempre mais.

RD: Qual o estilo das suas casas? O que vocês gostam de ter nelas?
C.P e P.F: Decorar a nossa casa é maravilhoso, pois com a cabeça cheia de ideias, a vontade é de ter casa nova sempre. A Claudia está nesse processo, pois o comprador do seu antigo apartamento comprou de “porteira fechada” e lá se foram seu banco Phillipe Starck e suas cadeiras de design. A minha casa é o meu aconchego, gosto de conforto. Principalmente de sensações e lembranças. Gosto de doses de ousadia e misturar coisas. Dessa forma, em meio a tanto projeto, faço da minha casa algo único, só meu.

RD: Que projetos entregaram recentemente e estão fazendo atualmente? Algum que curtem em especial?
C.P e P.F: Nosso foco são projetos residenciais. Entregamos recentemente um projeto de uma casa num condomínio no Recreio dos  Bandeirantes, que foi muito prazeroso para nós, pois os clientes foram parceiros e apoiaram todas as propostas, em especial a sala de cinema e a sala multiuso. Eu diria que foram os pontos altos do projeto. Estamos iniciando um projeto igualmente especial, em uma casa num condomínio da Barra, em que os clientes também estão empolgados com todas as propostas e ideias.

RD: Algum projeto que sonham em fazer e nunca fizeram?
C.P e P.F: Gostaríamos de fazer um “reality”, tipo “Lar Doce Lar, em que visível a emoção de querer receber esse presente. Na verdade quem recebe esse presente somos nós.

RD: Quem são seus designers de mobiliário favoritos?
C.P e P.F: Nomes como Sergio Rodrigues e Jader Almeida.

RD: Qual o maior aprendizado nos anos de profissão?
C.P e P.F: Nada é o que parece ser. Às vezes somos surpreendidas. Estamos sempre aprendendo e isso é muito bom! Com a experiência ficamos mais bem preparadas para o inesperado.

Foto: Cadu Ribeiro