A Revista divulgou em reportagem: “Hugo Leão já tem a cena quase ensaiada. A bordo de um Palio preto de quatro portas, em meio ao frenesi do trânsito carioca, ele aciona o pisca- alerta, encosta rente ao meio-fio e coloca dentro dele, do jeito que der, uma poltrona velha “esquecida” na calçada. O processo não dura mais de três minutos e se repete com frequência — nem sempre com uma poltrona, digase. Hugo já recolheu porta, janela, placas. A postura é imprudente, mas o impulso fala mais alto. Quando chega em casa é que o morador de Santa Teresa matuta o que fazer com a peça. Encontrada numa esquina tijucana, a poltrona de couro capitonê tomou banho de álcool e foi costurada com linhas grossas e coloridas, antes de ser abrigada no quintal. — Achei linda a poltrona rasgada, e eu teria que gastar uma fortuna para refazer o estofado. Então, me inspirei numa roupa remendada da estilista Isabela Capeto, que vi numa foto numa revista de bordo, e fiz uma sutura, sem muito perfeccionismo. Depois, batizei o feito de Frankenstein, por causa da cicatriz no rosto do personagem, igual à da minha poltrona — diz Hugo, de 29 anos, que trabalha com cenografia e é um dos sócios da empresa Vem Pro Piquenique, que, como o nome diz, promove piqueniques festivos”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Revista O Globo/Reportagem: Carolina Ribeiro/12/04/15