Segundo reportagem do Especial Decoração Niterói, “basta apurar um pouco os sentidos para perceber  que as sensações estão todas lá, prestes a serem redescobertas. Perto da praia, o som dos carros dá lugar ao barulho das ondas do mar. Nos condomínios, é o calorzinho do sol que faz a festa dos preguiçosos, que ‘lagarteiam’ sem pressa, deitados no quintal. Em certos lugares, é possível até acordar com a conversa dos passarinhos, cortada aqui e ali pelo som do vento que balança a copa das árvores. Niterói é uma cidade de diferentes climas e ecossistemas, desenhada pelos arquitetos para agradar a pessoas de todos os gostos. Quando se trata da casa dos profissionais que vivem de embelezar as construções cidade afora, então, o ‘lar, doce lar’ torna-se quase que uma poesia. É com esse romantismo que o paisagista Alexandre Monteiro fala do jardim da casa onde cresceu, em Pendotiba. Construído por ingleses, no começo do século XX, o refúgio da família é cercado pelas linhas graciosas dos canteiros pensados por Roberto Burle Marx. — Para se inspirar, ele costumava vir aqui, em meados dos anos 60. Marx fugia dos papéis, fazia desenhos com galhos e mangueiras, indicando como ficaria um projeto — conta Monteiro, um apaixonado pelo jardim de 6.900 metros quadrados. Os canteiros grandes, sem muita variação de espécies, os traços sinuosos e o gramado muito extenso eram assinaturas de Burle Marx. Adepto de sua escola, Monteiro não intervém na natureza com podas excessivas. Assim, o jardim tem movimento, ganha vida própria”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Niterói/ 17/08/13/ Reportagem: Natasha Mazzacaro