O caderno Rio publicou uma matéria sobre o estado de abandono e a necessidade de restauração do Largo do Boticário, no Cosme Velho. Segundo a reportagem, “o lugar ganhou esse nome por causa do boticário Joaquim Luís da Silva Souto, que foi o primeiro a perceber o potencial imobiliário do local. Dono de uma botica na Rua Direita, hoje Primeiro de Março, vendia a água ferruginosa de uma fonte abastecida pelo Rio Carioca. Por ficar próximo ao rio, que possuía as melhores águas da cidade na época, o boticário comprou um pedaço de uma chácara da região e construiu sete casas onde hoje é o Largo e o beco de entrada. No século XX, passou a morar no local a família Bittencourt, dona do jornal “Correio da Manhã”. As casas passaram então por reforma arquitetada por Lúcio Costa, expoente do modernismo, na qual foram usados materiais retirados de demolições do Centro do Rio. Hoje, as quatro casas principais do Largo pertencem à herdeira dos ex-donos do extinto jornal, Sybil Bittencourt. A região é, ainda, parte da área de proteção do Ambiente Cultural do Cosme Velho. Para Sydnei Menezes, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), o conjunto é emblemático na região e precisa ser restaurado. — Nós lutamos e defendemos a intervenção do local, pois seja ele patrimônio público ou privado, é um bem coletivo da sociedade. Com toda essa briga judicial para desapropriação, com esse deixa que eu deixo, quem perde é a cidade”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Laís Carpenter/01/11/14