O caderno Rio divulgou em reportagem: “O destino do prédio que abrigou o extinto Departamento de Ordem Política e Social ( Dops), um dos principais centros de tortura de presos políticos durante as ditaduras militares, ainda é incerto e só será definido em novembro. Mas sua bela fachada, que está sob restauração, já pode ser apreciada por quem passa pela esquina das ruas da Relação e dos Inválidos, no Centro. Na parte interna, o cenário ainda é de ruínas. A Polícia Civil planeja instalar um museu no prédio. Já as entidades de direitos humanos e a Comissão Estadual da Verdade querem que o lugar seja transformado em um memorial da resistência, com exposições permanentes sobre as ditaduras e a tortura no Brasil. Por suas carceragens passaram, entre outros, Luís Carlos Prestes e sua esposa Olga Benário, presos durante o Governo Vargas. Ela foi deportada para a Alemanha e executada pelos nazistas. Inaugurado em 1910 para sediar a Repartição Central de Polícia, o projeto é assinado por Heitor de Mello, um dos mais renomados arquitetos da época. A monumentalidade de sua arquitetura, inspirada nos edifícios destinados a sedes de polícia na Europa, assinalava a renovação da polícia em curso. O tombamento pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural foi motivado por seu valor arquitetônico e por ser lugar de memória dos que ali foram torturados pela defesa de suas ideias”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Célia Costa/02/10/14