O caderno Rio trouxe em reportagem: “A base de Julien Veron e do Atelier Arcau é a cidade de Vannes, uma pequena cidade costeira da Bretanha, na França, onde ele, aliás, nasceu. Mas o olhar do arquiteto de 37 anos, casado com uma paisagista brasileira, está acostumado a buscar, em cada novo projeto, referências no local onde deixará sua marca. Para Veyron, trata-sede criar uma história que possa ser apropriada pelos moradores do lugar, integrando cultura e costumes. Assim tem sido seu trabalho ao lado do sócio, Xavier Fraud, com quem integra uma equipe de 22 profissionais. Defensor de uma arquitetura pensada para durar e melhorar como tempo — como um bom vinho, Veyron lembra—, ele critica o pensamento que julga ser dominante: “A lógica de hoje é fazer algo prático, bonito para o marketing e o dia da inauguração. Saber se ouso da construção é gostoso e como será sua existência futura não entra em questão. A ideia de sustentabilidade na arquitetura tem a ver com evitar construir e depois demolir para construir outra coisa. Algo bem planejado pode ter novo uso”. Com essa preocupação, o Atelier Arcau cria desde prédios públicos e residências a projetos de reurbanização de áreas degradadas. Numa passagem recente por Cingapura para ser jurado de um concurso, Veyron se incomodou com a sensação de que as novas construções da cidade — que se multiplicam rapidamente — poderia mestar em qualquer lugar do mundo. Sabendo que o Rio vive também um período de grande transformação urbana, com projetos como o de revitalização do Porto, o francês se anima com a chance de participar do debate sobre os rumos da cidade”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Fabíola Gerbase/08/10/13