Segundo nota da coluna Historias Cariocas, “Interditado desde terça (26) por problemas estruturais na cobertura, o Engenhão pode estar vivendo seu ocaso como palco dos mais nobres jogos e das mais emocionantes finais. A partir do início das obras de reforma do Maracanã, em setembro de 2010, coube ao Engenhão, oficialmente Estádio Olímpico Municipal João Havelange, uma espécie de monopólio das principais disputas dos times do Rio (foi lá, por exemplo, que o Flu se sagrou campeão brasileiro naquele mesmo ano). Também serviu como palco de shows memoráveis, como os de Paul McCartney e de Roger Waters. Seu reinado como o maior da cidade durou exatos 915 dias, de um 2 X 2 entre Botafogo e Vasco até a semana passada — o último jogo foi um sonolento empate sem gols entre Flamengo e Boavista, no sábado (23). Desde a sua inauguração, em 30 de junho de 2007, nunca foi unanimidade entre os cariocas, que o apelidaram de ‘Vazião’, ‘Enche Não’ e outros nomes impublicáveis. Acanhado, difícil de chegar, péssimo para estacionar, o estádio do Engenho de Dentro bem que podia brilhar em seus últimos momentos como protagonista (já que o Maracanã reabre apenas em abril), mas vai enfrentando uma licença forçada e melancólica. Fica a torcida para que volte a seus melhores dias quanto antes ou pelo menos em 2016, como sede do atletismo da Olimpíada”. Leia mais na Veja Rio.

Fonte: Veja Rio/ Histórias Cariocas / 03/04/13