A coluna Em casa, por Marcia Müller, publicou em nota: “Assim definimos uma doença: um distúrbio das funções de um órgão ou do organismo. Pode ser causada por fatores externos ou por mau funcionamento interno. A doença é identificada por sintomas estranhos ao funcionamento do corpo. Isso tudo também pode ocorrer na nossa casa, se não cuidarmos dela e a usarmos corretamente. E, principalmente, se nós, arquitetos, não pensarmos num projeto saudável. Com certeza, uma primeira lição para uma casa ter saúde é o seu uso. Usar muito a casa, identificar-se com ela e viver bons momentos são o principal. Contudo existem situações bem definidas, e físicas, importantes para esse bem-estar. Casa tem que ter um bom posicionamento em relação ao sol. Nem sempre, porém, temos a oportunidade de projetar uma casa em um terreno, pois vivemos em grandes centros urbanos, e os apartamentos sofrem com isso. Uma casa voltada para o nascente é sempre mais saudável que para o poente. Mesmo que a posição não seja ideal, ainda assim, sua casa pode ter saúde se for ventilada. Ar e ventilação são tudo!!! Como para nós, respirar é VIDA para sua casa! Casa precisa ser arejada e, se possível, ter a fantástica ventilação cruzada, que refresca e renova o ar interno. Desde as casas coloniais portuguesas, esse recurso era superutilizado: quando duas aberturas estão posicionadas de tal forma que o ar entra por uma e sai pela outra, automaticamente. Os sintomas de uma casa doente aparecem com os mofos e fungos, iguais aos que acontecem no corpo. Essas bactérias se desenvolvem quando baixa a imunidade da casa. Temos uma relação tão íntima com a nossa casa que, muitas vezes, um lar saudável nos recupera – e vice-versa. Bem-estar já define bem isso – estar em algum lugar bom, que nos acolhe, faz-nos bem!”. Leia mais no blog.

Fonte: Lu Lacerda/03/03/15

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