O caderno Rio divulgou em matéria: “Quando Francisco Manoel Braga Mesquita deixou a casa dos pais no Ceará, aos 19 anos, não imaginava que, no Rio, encontraria uma outra família. O ano era 1983, e o jovem nordestino se tornaria um mensageiro muito querido na hotelaria carioca. Foi da gentileza com os hóspedes do antigo Hotel Glória que ele tirou por mais de 20 anos o seu sustento. — Os laços entre os funcionários eram muito fortes. Até hoje a gente se reencontra para falar daqueles tempos — diz o ex- funcionário, que trabalha como taxista desde que o hotel foi vendido para Eike Batista, em 2008. Não há um detalhe que escape à memória e à saudade de Francisco. — Ali ficava um restaurante espetacular — aponta o taxista, com o olhar em direção aos tapumes que encobrem a antiga entrada do Glória, na Rua do Russel.— Lá do alto, quando você abria a janela, a vista parecia um quadro. O charmoso prédio neoclássico, considerado o primeiro hotel cinco estrelas do país, ficou pronto em 1922, a tempo de receber os convidados estrangeiros para as festividades do Centenário da Independência. Hoje, a construção que era sinônimo de luxo e glamour deu lugar a um imenso canteiro de obras paralisadas desde 2013. Como O GLOBO mostrou na semana passada, o Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, é o novo dono do hotel”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Amanda Prado/24/01/16