O caderno Rio publicou em reportagem: “Para um carioca, é fácil admirar as criações de Roberto Burle Marx. Apesar das falhas de manutenção, o Parque do Flamengo preserva há 50 anos cores, formas e texturas do paisagista. O calçadão da orla de Copacabana, redesenhado por ele, é outra tela que a população herdou do mestre. Mas não é só Roberto que carrega a genialidade dos Burle Marx. Menos conhecida, a obra de Walter, seu irmão mais velho, começa agora a ser revista e aplaudida. Aclamado como pianista prodígio na infância e na adolescência, maestro, fundador da Orquestra Filarmônica do Rio, em 1931, e compositor, ele foi educado na Europa e morou boa parte da vida nos Estados Unidos, onde chegou a reger a Filarmônica de Nova York, a Orquestra Sinfônica de Washington e a Orquestra Sinfônica NBC, para citar algumas. Os irmãos eram muito unidos e dedicaram criações um ao outro. Para Roberto, Walter fez a Sinfonia nº 3 (Macumba), uma das composições redescobertas e que fará parte do programa do concerto “Um jardim se faz de luz e sons — Tributo a Walter e Roberto Burle Marx”, que será apresentado sexta e sábado na Sala Cecília Meireles, com a Orquestra Sinfônica Nacional da UFF e regência de Thiago Tibério, que hoje cuida do restauro das partituras de Walter. Durante o espetáculo, serão feitas projeções com desenhos e jardins de Roberto. Com outro programa, o concerto será levado no próximo domingo para o Teatro Municipal de Niterói”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Ludmila Lima/02/05/16