A coluna Design Rio divulgou em matéria: “Quando João Bouhid, de 87 anos, deixou Minas Gerais, em janeiro de 1950, para ganhar o Rio, ele não imaginava que conseguiria, no meio do agito de uma metrópole, um lugar calmo e bucólico para morar. Nascido no campo, há 65 anos ele vive num ambiente quase tão pacato quanto o de seus tempos de infância: uma vila no bairro do Catete. Com uma escolha que há décadas contraria a preferência da maioria das pessoas, que na Zona Sul optaram pelos apartamentos, Bouhid assiste agora de seu cantinho sossegado a uma nova tendência: a vila está se tornando um tipo de habitação que atrai, cada vez mais, os olhares de quem busca qualidade de vida sem ter que se distanciar do trabalho e de conveniências como metrô próximo e comércio variado. Mas não foi apenas a tranquilidade que chamou a atenção de Bouhid na época. A arquitetura em estilo eclético da vila, chamada Bairro Saavedra, também agradou ao aposentado: — As vilas têm seu charme, seus encantos e detalhes, que contam parte da história da cidade. Nem parece que estamos no meio da Zona Sul. É incrível — comenta o mineiro, lembrando que a vila, com 30 casas, foi construída em 1928 por descendentes do Barão de Saavedra. Com o objetivo de apresentar uma análise deste tipo de moradia, o arquiteto e urbanista Alfredo Luz lançou recentemente o livro “Vilas cariocas, estudos de caso”. A obra procura mostrar também os motivos que vêm transformando as vilas em um endereço atraente. Segundo o arquiteto, que analisou cerca de 50 delas, há mais vilas na cidade do que se imagina. Algumas estão localizadas atrás de prédios ou no meio de morros; outras, em áreas abertas. Luz enfatiza a forma como elas estão inseridas no contexto urbano”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Design Rio/Reportagem: Simone Candida, Ludmilla de Lima e Rodrigo Bertolucci/01/03/15